Um fio de glória partida
escorre pelas minhas pernas abaixo
tudo foi experiência
e um pouco de calma
e um pouco de ânsia
na hora de dispensar o fino trato
e alimentar a discórdia
eu dei corda
para quem queria se enforcar
cortei os pulsos
daquele que queria se abrir
feri a ferro os olhos alheios
de aparência fútil, brilho luminoso e lúcido
eu sou a cobra que saltou sobre o pescoço daquele
que achou que nada tinha
a esconder
um começo, por onde normalmente
as outras pessoas terminam.
Nada vai parar essa violência
sangue puro cor de algodão-doce
que sai de mim até você
tão levemente.
Um comentário:
e que nada pare essa violência
sangue puro cor de algodão-doce dos seus versos. que eles escorram sempre, de todos os poros...
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