No seu mundo de Peter Pan arrependido
agressividades febris estão à mostra
mas a doença fala
como testemunha ressequida
que a tua luta é fraca,
é pseudo-nostalgia
de dias infelizes nos quais você acreditava
ser feliz
mesmo brotando dos teus olhos lágrimas tão caras,
cada gota valendo
10 papelotes de cocaína.
Mas elas não entorpeciam outra coisa senão
a lógica abatida de seu rosto de madeira absurda
que agora toma acelerado
todos os meus tapas de luva,
muito embora... ainda não aprenda nunca.
Você, não aprende nunca.
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3 comentários:
inevitável não me identificar entre peter pans, lágrimas e pseudo nostalgias... e na lógica abatida de um rosto tomando acelerado tantos tapas de luva... e como gosto desses seus versos agressivamente febris. com eles eu aprendo sempre.
amargo, mas belo.
puta texto, contornos bem articulados na madruga labiríntica.
Beijo.
Cássio Amaral.
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