Uma estupidez prateada cai
entre a janela do meu quarto e o bar
da esquina.
Choram alto essas manias
primas pobres do depressivo dever de estar
sempre conectada ao túmulo
como se ele fosse um amante
que me olha fundo do canto da cama.
A beliche que divido com a tristeza,
péssima funcionária da empresa
que fundei aos 14 anos.
Atravesso então essa chuva
de frases salpicadas e palavras pontiagudas
e reclamo a rotina,
quero a dor de volta.
Aquele brilho prata acabou sendo mesmo
da tempestade.
Mas bem que poderia ter sido a lâmina.
Preciso afiar meus sorrisos,
eles têm uma missão a zelar:
alguém
terá de se matar essa noite.
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Um comentário:
gostei gostei.
vou ler com mais calma os outros textos/poemas seus.
grande beijo
;)
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