Na cova na qual
já está jazendo
seu febril corpo,
já tem outro homem
dormindo em cima.
Talvez comigo,
me dando frutos
de uva madura na boca.
Estou te velando
por debaixo de minhas saias
nas quais está
repousada
outra grossa mão masculina.
Mal você saiu de cena
outro cobriu sua fala.
Ninguém mandou dormir na cochia
enquanto era encenada
toda a minha tragédia.
Mal você se recuperou do tombo,
meu luto por você já te enterrava.
Cova rasa essa na qual você repousa,
tão aflitivamente...
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