Uma estupidez prateada cai
entre a janela do meu quarto e o bar
da esquina.
Choram alto essas manias
primas pobres do depressivo dever de estar
sempre conectada ao túmulo
como se ele fosse um amante
que me olha fundo do canto da cama.
A beliche que divido com a tristeza,
péssima funcionária da empresa
que fundei aos 14 anos.
Atravesso então essa chuva
de frases salpicadas e palavras pontiagudas
e reclamo a rotina,
quero a dor de volta.
Aquele brilho prata acabou sendo mesmo
da tempestade.
Mas bem que poderia ter sido a lâmina.
Preciso afiar meus sorrisos,
eles têm uma missão a zelar:
alguém
terá de se matar essa noite.
Enfim nunca mais sozinhos
No seu mundo de Peter Pan arrependido
agressividades febris estão à mostra
mas a doença fala
como testemunha ressequida
que a tua luta é fraca,
é pseudo-nostalgia
de dias infelizes nos quais você acreditava
ser feliz
mesmo brotando dos teus olhos lágrimas tão caras,
cada gota valendo
10 papelotes de cocaína.
Mas elas não entorpeciam outra coisa senão
a lógica abatida de seu rosto de madeira absurda
que agora toma acelerado
todos os meus tapas de luva,
muito embora... ainda não aprenda nunca.
Você, não aprende nunca.
agressividades febris estão à mostra
mas a doença fala
como testemunha ressequida
que a tua luta é fraca,
é pseudo-nostalgia
de dias infelizes nos quais você acreditava
ser feliz
mesmo brotando dos teus olhos lágrimas tão caras,
cada gota valendo
10 papelotes de cocaína.
Mas elas não entorpeciam outra coisa senão
a lógica abatida de seu rosto de madeira absurda
que agora toma acelerado
todos os meus tapas de luva,
muito embora... ainda não aprenda nunca.
Você, não aprende nunca.
Taste it
carnes sofisticadas de ameixa
bombardeamento de prazer em meus sentidos...
meus ouvidos sentem a doçura desse pedaço
de ti
que me ofereces...
e eu não posso mais negar-me ao paraíso.
São doces frutas que escorrem de teus lábios
doces perfumes que atravessam os teus olhos
perturbadoras formas sinestésicas de libido,
perturbadoras de até demais para quem possui tais
sentidos
tão aguçados como são os meus...
Mas eu não vou me entregar à tua doença
vou amanhecer antes que a loucura
de te ser já me pertença
E num grito louco de fada descabida,
vou lamber a tua boca ressequida
e roubar de teu reino um último desejo,
abraçando teu beijo numa nuvem da qual eu
um dia
já fugi desesperada e esquecida...
bombardeamento de prazer em meus sentidos...
meus ouvidos sentem a doçura desse pedaço
de ti
que me ofereces...
e eu não posso mais negar-me ao paraíso.
São doces frutas que escorrem de teus lábios
doces perfumes que atravessam os teus olhos
perturbadoras formas sinestésicas de libido,
perturbadoras de até demais para quem possui tais
sentidos
tão aguçados como são os meus...
Mas eu não vou me entregar à tua doença
vou amanhecer antes que a loucura
de te ser já me pertença
E num grito louco de fada descabida,
vou lamber a tua boca ressequida
e roubar de teu reino um último desejo,
abraçando teu beijo numa nuvem da qual eu
um dia
já fugi desesperada e esquecida...
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